Uma experiência de estágio em equoterapia orientado pela psicanálise

Jacqueline Danielle Pereira

Resumo


Este relato de experiência tem como objetivo apresentar uma experiência de estágio supervisionado em Psicologia Clínica no trabalho da equoterapia com a orientação da Psicanálise. Neste trabalho, refletimos sobre a atuação do(a) estagiário(a) em psicologia no espaço institucional multidisciplinar, as particularidades desse trabalho e as dificuldades encontradas na experiência. Para isso, recorremos à perspectiva psicanalítica sobre a prática em instituições e discutimos alguns extratos da experiência de estágio, na qual a estagiária acompanha sujeitos autistas em sessões de equoterapia.


Palavras-chave


Estágio; psicanálise; instituição; equoterapia.

Texto completo:

PDF

Referências


Abreu, D. N. (2008). A prática entre vários: a psicanálise na instituição de saúde mental. Estudos e Pesquisas em Psicologia, 8(1), 74-82.

Alkmim, W. D. D. (2008). Construir o caso clínico, a instituição enquanto exceção. CliniCAPS, 2(4), 1-6.

Alves, H. M. (2015). Corpo e linguagem na equoterapia: uma leitura psicanalítica (dissertação). Universidade de Brasília, Brasília, Goiás, Brasil.

American Psychological Association [APA]. (2013). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. (5ª ed.). Porto Alegre: Artmed.

Associação Nacional de Equoterapia [ANDE-BRASIL]. (2008). Bases e fundamentos doutrinários da equoterapia no Brasil. In Coordenação de Ensino Pesquisa e Extensão (Coord.), Curso Básico de Equoterapia [Apostila], Brasília.

Baio, V. (1999). O ato a partir de muitos. Curinga, 13, 66-73.

Barros, R. R. (2003). Sem standard mas não sem princípio. In Harari, A., & Fruger, F. (Orgs.). Os usos da psicanálise: primeiro encontro americano do Campo Freudiano (p. 39-48). Rio de Janeiro: Contra Capa.

Bernardino, L. M. F. (2015). O psicanalista e as psicopatologias da infância. In Kamers, M., Mariotto, R. M. M., & Voltolini, R. (Orgs.), Por uma (nova) psicopatologia da infância e da adolescência, v. 1, p. 55-67. São Paulo: Escuta.

Berni, J. T. (2015). A presença do estagiário numa instituição para crianças em grandes dificuldades psíquicas (dissertação). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Cirino, O. (2015). Genealogia da psiquiatria da infância. In Kamers, M., Mariotto, R. M. M. & Voltolini, R. (Orgs.). Por uma (nova) psicopatologia da infância e da adolescência, v. 1, p. 19-40. São Paulo: Escuta.

Di Ciaccia, A. (1999). Da fundação por Um à prática feita por muitos. Curinga, 13, 60-65.

Ferreira, T., & Vorcaro, A. (2017). O tratamento psicanalítico de crianças autistas: Diálogo com múltiplas experiências. Belo Horizonte: Autêntica.

Freud, S. (2010). Uma dificuldade da psicanálise. In Freud, S. [Autor], História de uma neurose infantil (“O homem dos lobos”), Além do princípio do prazer e outros textos, v. 14. São Paulo: Companhia das Letras. (Original publicado em 1917)

Freud, S. (2014). A terapia analítica. In Freud, S. [Autor], Conferências introdutórias à psicanálise, v. 13, p. 593-612. São Paulo: Companhia das Letras. (Original publicado em 1917)

Kupfer, M. C. (2015). O impacto do autismo no mundo contemporâneo. In Kamers, M., Mariotto, R. M. M., & Voltolini, R. (Orgs.). Por uma (nova) psicopatologia da infância e da adolescência, v. 1, p. 169-184. São Paulo: Escuta.

Kupfer, M. C. M., Faria, C., & Keiko, C. (2007). O tratamento institucional do Outro na psicose infantil e no autismo. Arquivos brasileiros de psicologia, 59(2), 156-166.

Lacan, J. (1992). O seminário, livro 17: o avesso da psicanálise. Rio de Janeiro: Jorge Zahar. (Original publicado em 1969-1970)

Lebrun, J. P. (2009). Clínica da instituição. O que a psicanálise contribui para a vida coletiva. Porto Alegre: CMC.

Levin, E. (2002). A infância em cena: constituição do sujeito e desenvolvimento psicomotor. Rio de Janeiro: Vozes.

Maleval, J. C. (2015). Por que a hipótese de uma estrutura autística? Opção Lacaniana online nova série, 6(18), 1-40.

Pimenta, P. R. (2012). O objeto autístico e sua função no tratamento psicanalítico do autismo (dissertação). Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil.

Pimenta, P. R. (2019). Clínica e escolarização dos alunos com transtorno do espectro autista (TEA). Educação e Realidade, 44(1), 2-22.

Quinet, A. (2011). As vertentes do sintoma. In Quinet, A. [Autor], A descoberta do inconsciente: do desejo ao sintoma. (4ª ed.). Rio de Janeiro: Zahar.

Stevens, A. (2007). A instituição: prática do ato. In Miller, J. A., & Miller, J. [Orgs.], Pertinências da psicanálise aplicada: trabalhos da Escola da Causa Freudiana reunidos pela Associação do Campo Freudiano, v. 1, p. 76-85. Rio de Janeiro: Forense Universitária.

Tustin, F. (1975). Autismo e psicose infantil. Rio de Janeiro: Imago.

Vilela, A. A. M. (2014). O efeito-equipe e a construção do caso clínico. Curitiba: CRV Editora.

Winnicott, D. W. (1975). Objetos transicionais e fenômenos transicionais. In Winnicott, D. W. [Autor], O brincar e a realidade. Rio de Janeiro: Imago. (Original publicado em 1951)

Zenoni, A. (1991). Traitement de l’autre. Préliminaire, Antenne 110, Bruxelas, 3, 101-113.

Zenoni, A. (2000). Qual instituição para o sujeito psicótico? Abrecampos: Revista de Saúde Mental do Instituto Raul Soares, 1(0), 12-31.

Zenoni, A. (2009). L'autre pratique clinique. Toulouse: Éditions Érès.


Apontamentos

  • Não há apontamentos.