Objetos transcendentes e psicoterapia: dos fenômenos transicionais à cultura
DOI:
https://doi.org/10.71101/rtp.58.704Resumo
Referências a figuras e objetos sagrados podem surgir em narrativas de pessoas atendidas em psicoterapia, especialmente por aquelas que pertençam a grupos ou instituições de cunho religioso. Essas referências, em geral, sugerem relações que ultrapassam a realidade imanente e fazem referência a algo transcendente. Neste artigo, é utilizada a expressão “objetos transcendentes” para indicar os objetos de referência que permeiam vivências e sentimentos e se fazem presentes em narrativas (e.g. talismãs, Deus, Demônio e outras entidades associadas ao sagrado). Visando uma compreensão oriunda do contexto clínico, é apresentada uma análise fundamentada na teoria de Donald Woods Winnicott, destacando a relação entre os objetos transcendentes e os objetos e fenômenos transicionais. Com isto, é esperado que estes aportes teóricos auxiliem na formação, no manejo clínico, nas práticas profissionais e para com pesquisas que se deparem com elementos do universo tido como “sagrado”.
Palavras-chave: Objetos transcendentes; Fenômenos transicionais; Religião; Cultura; Winnicott.
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