Objetos transcendentes e psicoterapia: dos fenômenos transicionais à cultura

Autores

DOI:

https://doi.org/10.71101/rtp.58.704

Resumo

Referências a figuras e objetos sagrados podem surgir em narrativas de pessoas atendidas em psicoterapia, especialmente por aquelas que pertençam a grupos ou instituições de cunho religioso. Essas referências, em geral, sugerem relações que ultrapassam a realidade imanente e fazem referência a algo transcendente. Neste artigo, é utilizada a expressão “objetos transcendentes” para indicar os objetos de referência que permeiam vivências e sentimentos e se fazem presentes em narrativas (e.g. talismãs, Deus, Demônio e outras entidades associadas ao sagrado). Visando uma compreensão oriunda do contexto clínico, é apresentada uma análise fundamentada na teoria de Donald Woods Winnicott, destacando a relação entre os objetos transcendentes e os objetos e fenômenos transicionais.  Com isto, é esperado que estes aportes teóricos auxiliem na formação, no manejo clínico, nas práticas profissionais e para com pesquisas que se deparem com elementos do universo tido como “sagrado”.

Palavras-chave: Objetos transcendentes; Fenômenos transicionais; Religião; Cultura; Winnicott.

Biografia do Autor

Thiago Gomes Marques, Instituto de Psicologia - PSA - Universidade de São Paulo

Mestre pelo instituto de Psicologia do Desenvolvimento e da Aprendizagem no Instituto de Psicologia da USP

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Publicado

20-10-2026

Como Citar

Marques, T. G. (2026). Objetos transcendentes e psicoterapia: dos fenômenos transicionais à cultura. Revista Tempo Psicanalítico, 58, e-704. https://doi.org/10.71101/rtp.58.704

Edição

Seção

Artigos