Sonho e Surrealismo: a figurabilidade como elaboração onírica
DOI:
https://doi.org/10.71101/rtp.58.778Resumo
Os sonhos são e sempre foram objeto de interesse dos seres humanos. Nos primórdios da humanidade, os sonhos tinham o atributo de profecia que poderia sinalizar tanto bons quanto maus momentos. Com o passar do tempo, a compreensão científica acerca do sonho pouco progrediu em comparação com a compreensão de outros temas em outros campos de saberes. O maior avanço sobre esse assunto é atribuído a Sigmund Freud ao escrever A interpretação dos sonhos (1900), na qual a grande novidade apresentada é a de que os sonhos têm um sentido, motivo pelo qual são passiveis de interpretação. Por volta da mesma época aparecem as primeiras imagens cinematográficas e assim somos levados a afirmar que a Psicanálise e o Cinema nasceram juntos e tanto uma quanto o outro demonstram interesse pelas produções imagéticas, seja dos sonhos, seja das imagens técnicas. Apesar de os sonhos serem retratados pelo cinema praticamente desde a sua invenção, foram os surrealistas que realmente se aprofundaram no âmbito da elaboração onírica. Neste artigo pretendemos, primeiramente, entender como o cinema surrealista se relaciona ao universo dos sonhos, para em um segundo momento discorrer sobre a elaboração onírica, especialmente a figurabilidade e sua relação com a própria imagem cinematográfica.
Palavras-chave: Sonhos; Surrealismo; Cinema; Psicanálise; Elaboração.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista Tempo Psicanalítico

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution 4.0 International License.
