Virtualidades sedutoras ou sobre a estereotipia fálica nos jogos eletrônicos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.71101/rtp.58.900

Resumo

O conceito de falo na teoria psicanalítica é entendido por diferentes abordagens. Iniciamos este artigo propondo uma revisão do mesmo nas teorias de Freud e Lacan, perfazendo cronologicamente o caminho dos autores neste processo. Em seguida, constatamos que o atributo fálico é concebido como representante de força, poder e/ou castração, o que caracteriza o mesmo como elemento majoritariamente masculino; deste modo, propomos uma leitura acerca de três narrativas de jogos eletrônicos para averiguar se, ainda nas produções da contemporaneidade, esse colamento entre falo e homem segue vigente. Assim, tomando recortes de cenas desses jogos como núcleo de análise, constatamos que os avatares - personagens ofertados por essas produções - parecem repetir este modelo fálico estereotipado ainda hoje, fazendo com que a hegemonia pai-centrada siga presente em nosso laço social, alienando sujeitos a experiências fálicas virtuais como forma de sedução das massas ao consumo capitalista.
Palavras-chave: falo, masculino, jogos eletrônicos, fixação, capitalismo.

Biografia do Autor

Roberto Henrique Amorim de Medeiros, UFRGS

Possui graduação em Psicologia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-UFRGS (1996), mestrado em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2000) e doutorado em Educação pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (2011). Teve experiência na área clínica psicanalítica (atendimento e supervisão), no trabalho de atenção e gestão em Atenção Primária em Saúde (Serviço de Saúde Comunitária do Grupo Hospitalar Conceição, 2003-2013) e como formador de profissionais em saúde (Residência Integrada em Saúde/GHC, Porto Alegre-RS, 2004-2013). Atualmente é professor associado da UFRGS, vinculado à graduação em Saúde Coletiva (coordenador da Comissão de Graduação-COMGRAD Saúde Coletiva) e da Pós-Graduação em Psicanálise. Líder do grupo de pesquisa clínicaS de Território: saúde, cultura e psicanálise.

Lívia, UFRGS

Possui graduação em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (2016). Mestranda pelo PPG de Psicanálise: Clínica e Cultura da UFRGS. Psicanalista em formação pela Associação Psicanalítica de Porto Alegre - APPOA. Vice-coordenadora clínica do Projeto Gradiva - atendimento a mulheres em situação de violência.

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Publicado

17-07-2026

Como Citar

Paim, A., Amorim de Medeiros, R. H., & Maciel Vigil, L. (2026). Virtualidades sedutoras ou sobre a estereotipia fálica nos jogos eletrônicos. Revista Tempo Psicanalítico, 58, e-900. https://doi.org/10.71101/rtp.58.900

Edição

Seção

Artigos